Тональность: E major•
Verse 1
E
Com muita atenção e fé,
C#m
esta produção aceita.
F#
Batativas do Assaré
B
E
e a banda Mastrosco de Lima.
Um boicebo certa vez,
E
B
E
Querem saber o que ele fez,
B
temendo o calor do sol
E
Entendeu de demorar e
A
um tempinho cochilar
E
B
Na sombra de um juazeiro
E
B
E
que havia dentro da mata
C#m
F#
E sentou as quatro patas
B
E
em cima de um formigueiro
A
Pois é, por certa vez,
B
E
Querem saber o que ele fez,
B
E
temendo o calor do sol
Foi um pouco demorar e
A
uns minutos cochilar
E
B
Na sombra de um juazeiro
E
que havia dentro da mata
B
E
E firmou as quatro patas
C#m
em riba de um formigueiro
F#
B
E
Já se sabe que a formiga
cumpre a sua obrigação
Uma com a outra não briga,
servem prefeitos união
Suas folhas carregando,
paciente, trabalhando
O grande vento revela,
naquele seu vai e vem
Que não mexe com ninguém,
sem ninguém mexer com ela
Um boicebo certa vez,
E
B
E
Querem saber o que lhe fez,
B
E
temendo o calor do sol
Entendeu de demorar e um
E
B
E
Na sombra de um juazeiro
B
que havia dentro da mata
E
C#m
F#
E sentou as quatro patas
B
E
em cima de um formigueiro
Por isso com a chegada
A
E
daquele grande animal
B
E
Todas ficaram zangadas,
B
começaram a se assanhar
A
nas pernas do boi subindo,
E
Constantemente a subir,
B
E
mas tão devagar dava,
B
E
Que no começo não dava pra
C#m
F#
ele nada pedir.
B
E
Mas, porém, como a formiga
em todo canto se soca,
Do casco até a barriga
começou a previoca,
Pelo corpo se falhando
E o Zebu se aferrando
Os cascos no chão batia
Mas, porém, não melhorava
Quanto mais coicele dava
Mais formiga aparecia
O Zebu, certa vez
E
B
E
Querem saber o que ele fez
B
Temendo o calor do sol
E
Entendeu de demorar e
A
um tempinho cochilar
E
B
Na sombra de um juazeiro
E
B
que havia dentro da mata
E
C#m
F#
E sentou as quatro patas
B
E
em cima de um formigueiro
A
Com esta formigaria tudo
B
E
O lombo do boi ardia mais
B
do que na luz do sol
E
E ele zangava as batatas
A
Faz a força incorporada,
E
B
o valental não aguenta
E
O Zé Bu não tava bem
B
E
Quando ele matava bem,
C#m
F#
chegava mais de 500
B
E
Com a feição de guerreira
Uma formiga animada
Gritou para as companheiras
Vamos, minhas camaradas,
acapar com o capricho
deste indígena orantivisto
Com nossa força comum,
defendendo o formigueiro
Nós somos muitos rieiros
e este Zebu é só um
Tanta formiga chegou
que a terra ali ficou cheia
Formiga de toda cor, preta,
amarela e vermelha
E o Boizébu se vaiando,
cutucando e pinicando,
aqui e ali tinha um loio.
E ele com grande fatiga,
porque já tinha formiga
até por dentro do loio.
O Boizébu certa vez soubeu
A
E
-o como ele só.
B
E
Querem saber o que lhe fez,
B
temendo o calor do sol.
A
E um tempinho cochilar
E
B
E
Na sombra de um juazeiro
B
Que havia dentro da mata
E
C#m
F#
E sentou as quatro patas
B
E
Em cima de um fuligueiro
A
Com o longo todo ardendo
E
Naquele grande aperreio
B
E
O Zé Busa saiu correndo
B
E
Fumgando e berrando o feio
E as formiguinhas no peito
A
Mostraram pra toda gente
E
B
Essa lição de morar
E
B
Contra a farsa de refeito
E
C#m
Cada quatro tem seu direito
F#
Até dar lei natural
B
E
As formigas defendem
Sua casa, o formigueiro
Botando o boi pra correr
das sombras do Juazeiro
Mostraram nesta lição
quanto falta a união
Neste meu poema novo,
A
E
o boi Zé Bu quer dizer
Que é o mandão do poder,
e essa formiga é o povo
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